
Análise · 02 de junho de 2026
Qualcomm aposta em 10 startups africanas de deep-tech entre 1.200 candidatos
Programa de mentorado da Qualcomm seleciona uma dezena de empresas africanas focadas em inteligência artificial, IoT e robótica. Sinal de que o continente vai além da fintech.
A Qualcomm escolheu dez startups deep-tech africanas para o seu programa de mentoria em 2026, saído de um universo de mais de mil e duzentas candidaturas distribuídas por 45 países.
A iniciativa Make in Africa Mentorship concentra-se em empresas que trabalham em inteligência artificial, Internet das Coisas e robótica — tecnologias pensadas especificamente para desafios e contextos locais do continente. A seleção revela o tipo de inovação que ganhou escala de interesse junto dos grandes players globais de hardware e semicondutores.
Este movimento reflete uma mudança mais ampla no ecossistema de startups africano. Durante anos, o foco internacional recaiu sobre soluções de pagamento digital e fintech. Agora, investidores e aceleradoras de topo como a Qualcomm miram em tecnologias mais densas e exigentes, desde algoritmos até sistemas autónomos. É um indicador de maturidade: o continente deixa de ser visto apenas como mercado para soluções importadas e passa a ser reconhecido como produtor de I&D.
Porque importa para Cabo Verde e PALOP
Para a região, este tipo de reconhecimento importa porque normaliza a ideia de que inovação deep-tech africana é viável e atrativa. Startups em Cabo Verde e noutros países PALOP competem no mesmo ringue global — o programa da Qualcomm mostra que existe capital e mentoria disponíveis para projetos sérios nesta frente. A barreira não é geográfica, mas a qualidade da ideia e da execução.
Fonte: African Leadership Magazine — https://www.africanleadershipmagazine.co.uk/qualcomms-2026-ai-push-gives-africas-deep-tech-startups-a-major-boost/
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